A equipe de corte de árvores da Prefeitura de Americana, após o corte de leucenas no Viaduto da Abdo Najar, nesta terça-feira (24/2), descartou todos os troncos em cima de árvores plantadas pelo mutirão do projeto MoVer – Movimento Verde, afetando mudas frutíferas nativas plantadas em junho de 2025. Essa área foi adotada pelo projeto, e todo o plantio foi custeado por meio de doações e feito de forma independente.
“Não adianta nada a Prefeitura anunciar o plantio de 16 mil mudas e, em compensação, destruir o nosso trabalho de cuidado e plantio voluntário de árvores na área urbana. É um desrespeito a tudo o que fizemos. Tivemos que assinar um termo de responsabilidade pela área por dois anos (Termo de Compromisso Ambiental Municipal 014/2025), e quem destrói o plantio é a própria Prefeitura, que não teve cuidado. Não somos uma empresa e, mesmo assim, tivemos que assinar um termo de responsabilidade, e a Prefeitura vai e joga todos os galhos em cima das mudas que estávamos cuidando”, destacou o professor e idealizador do projeto MoVer, Juliano Schiavo.
O pedido de corte de leucenas em cima do viaduto havia sido feito pelo projeto, pois essas árvores invasoras soltavam sementes na área. “Jamais imaginaríamos que eles fossem descartar os troncos em cima das mudas jovens, num completo desrespeito ao ambiente e por todo o trabalho voluntário que fizemos”, destacou uma das organizadoras do projeto MoVer, Simone Franzin Barbosa.
O plantio das mais de 20 mudas das espécies jatobá, araçá, grumixama, fruto do sabiá, tucaneira, jenipapo, jaracatiá, uvaia, pitanga, paineira e quaresmeira foi custeado com a venda de livros “O Menino que Semeava Histórias”, cujo lucro foi convertido na compra de mudas. Desde junho de 2025, semanalmente, as plantas têm sido regadas e monitoradas para poderem se desenvolver. Todo o cuidado é voluntário e, a cada seis meses, a Prefeitura cobra relatórios, que são prontamente respondidos.
“Americana merece o prêmio Cidade Motosserra, por conta de todo o trabalho de destruição das árvores na cidade e da falta de compromisso com a arborização urbana”, destacaram Juliano Schiavo e Simone Franzin.
Fonte: Americana ON





